E essa tal felicidade?

Todo mundo quer ser feliz. Ponto. Mas perseguir essa danada parece um trabalho cansativo demais. É como varrer folhas contra o vento.

Imagina a cena: você está sentado na praia, segurando um sorvete delicioso, daquelas casquinhas italianas lindas. Duas bolas! “Uau! Isso vai ser bom!”. A primeira lambida é uma maravilha! “Hum… poderia comer 33 desses”. A segunda é legal, bacaninha. Lá vem a terceira, e eu já sei o que esperar dela, só não consigo parar de comer. Segue o barco! Quando a quarta está se preparando para acontecer, algo desvia sua atenção. Lá na areia da praia vem alguém correndo, baywatch style. Nossa, ele / ela é bonito. E como corre! Que corpão! Como eu queria ser assim! Maldito sorvete! Nessa hora pistache e baunilha caem na areia. WTF! Cadê aquela felicidade que tava aqui agorinha mesmo?!

Pois é… é assim. Momentos felizes vão e vem o tempo todo. Vivemos nessa montanha russa de contentamentos. Eu sempre me considerei uma pessoa feliz, porque em 97% do tempo estou em paz. Mas nunca fui alegre. Daquelas de dar gargalhadas e carregar um tipo de glow, borbulha ou purpurina que denunciam a felicidade.

Foi um alívio então quando ouvi Martin Seligman, psicólogo e pesquisador da Psicologia Positiva falar sobre os diferentes tipos de felicidade. À propósito, Psicologia Positiva enfatiza a busca da felicidade, ao invés do tratamento de doenças mentais. Ou seja, se preocupa com as forças, além das fraquezas. Com o que torna as pessoas mais felizes e realizadas, e não apenas com o que pode ser um obstáculo neste sentido.

Se você se interessou por este assunto, dê uma olhada na palestra dele no  TED, é muito bacana! Se não tiver tempo, aí está o que ele fala sobre os 3 diferentes tipos de Happy Lifes:

The Pleasant Life (Vida Agradável)

Significa ter tanto prazer quanto for possível, aprendendo as habilidades que são necessárias para amplificar esta sensação todo o tempo. É o “hollywood style of happiness”. A questão é que ela tem alguns problemas ou desvantagens: o primeiro é que ela é 50% hereditária, e não muito “modificável”. Então meu querido, se você não ganhou dos seus pais o gene correto, pule para a próxima alternativa. O segundo ponto é que, mesmo alcançando a felicidade aqui, rapidamente você se acostuma com o seu estado e precisa de um novo incentivo, é como sorvete de baunilha depois de algum tempo.

The Good Life, a life of engagement (Vida comprometida)

É aquela sensação gostosa que você sente quando entra no flow. Ou seja, quando está fazendo algo que gosta, de forma totalmente imersa e intensa. Não há consciência do prazer naquele momento, mas enquanto está correndo / tocando piano / programando / brincando com seu filho / escrevendo ou seja lá o que você ame fazer e o coloque em uma determinada frequência positiva, o tempo parece parar. Você não consegue sentir nada. Simplesmente se deixa levar pela música, pelo momento. Ali você é feliz, sem perceber.

Este é o meu tipo de felicidade (Yeeiii!! Iupiii! Achei!). E o bom é que existe uma certa receita para desenvolvê-la. Basicamente consiste em conhecer seus pontos fortes e recriar sua vida (no trabalho, no amor, no lazer) de forma a utilizá-los o máximo possível.

The Meaningful Life

Esta é sem dúvida a mais nobre de todas. Consiste em conhecer seus pontos fortes e utilizá-los para servir a algo maior que você mesmo. É a busca pelo propósito e por uma causa maior. É altruísmo que traz a felicidade duradoura. Você já ouviu dizer que quando fazemos alguém feliz nós nos sentimos ainda mais felizes que o felizardo? Então, é verdade, e a sensação de felicidade aqui é mais duradoura.

Como você já deve estar imaginando, não há receita para a felicidade. Martin Seligman diz que a vida completa e mais feliz é uma combinação do flow com uma vida de significado. E que os resultados para a felicidade são também percebidos em outras áreas da vida, como a produtividade, por exemplo.

Mesmo não tendo descoberto a fórmula do sucesso, vou compartilhar aqui o que li por aí sobre este assunto, que pode ser útil para sua busca também:

1. Construa bons relacionamentos 

Não dá pra ser feliz envolvido em relacionamentos doentios. Cerque-se de pessoas do bem, que te fazem bem. Cuide das suas amizades. Valorize a família. Faça as pazes, perdoe ou, em último caso, se afaste daqueles que só te puxam pra baixo. Dá só uma olhada no que o Arnold Schwarzenegger fala sobre isso. É demais esse vídeo:

2. Faça boas escolhas

Neste domingo, na Liberty Church Matt Simmonds falou de um experimento interessante: se fosse possível escolher com uma semana de antecedência o que iríamos comer em determinada refeição, tendo como opções frutas ou chocolate, a grande maioria das pessoas escolheria a fruta. Ou seja, a opção que considera a melhor para seu futuro. Mas se a mesma escolha nos fosse apresentada agora, exatamente na hora de comer, a maioria mudaria sua opção para o chocolate. Ou seja, o prazer imediato.

Se nosso eu de 2 semanas do futuro encontrasse o nosso eu de agora, ele diria algo como “Ei cara! O que é isso?! Toma vergonha, eu sei que você pode fazer melhor!”. É preciso um pouco de perspectiva para fazer a coisa certa, e muito do que lhe tira o sono agora não terá a menor importância em duas semanas.

3. Seja grato

Há tanto mais a agradecer do que a pedir! Frequentemente nos esquecemos disso. Mantenha um diário com 1 linha de gratidão por dia. Você verá como é incrivelmente difícil escrever só uma linha com tantas coisas boas que nos acontecem. Frequentemente desejamos saúde às pessoas, mas esquecemos de fato a maravilha que é estar respirando, andar, sentir o sabor da comida e tantas coisas simples que ganhamos de presente.

Martin Seligman nos dá uma ideia muito legal. Ele sugere que se escolha alguém que fez algo enormemente bom para você no passado. Algo que mudou a sua vida e que você nunca teve a chance de agradecer. Escreva este agradecimento, faça uma visita ou ligue, e simplesmente leia para ela seu agradecimento. Esta sensação de gratitude criará entre vocês dois uma sensação de felicidade que durará por muito tempo, acredite.

Tia Nilsa! Quando assisti a este vídeo há meses atrás, muito antes de começar este blog, você foi a primeira pessoa em quem eu pensei. Você me ensinou a ler e a escrever. Eu nunca lhe disse obrigada por isso! OBRIGADA! Eu tinha só 5 anos, estava assustada, todas as crianças sabiam mais do que eu e você foi INCRÍVEL. Obrigada por ser quem é. Sei que você fez o mesmo por tantas outras crianças ao longo de toda a sua vida como professora, mas quero que saiba que você fez a diferença PARA MIM. Isso sem falar dos incontáveis beijos, abraços, cheiros. Tanto carinho! Mesmo depois que cresci você lembrava no meu aniversário. Inacreditável! GRATIDÃO é pouco. AMOR INFINITO!

4. Construa uma vida Plena

Otto, presidente da Tigre, disse uma vez que as pessoas fazem coisas ruins por dois motivos: a certeza da impunidade agora ou a crença de que não existe um Deus. Ou seja, se eu não serei punido nessa vida ou na próxima, posso fazer o que quiser, mesmo ferindo os outros.

É possível sim viver uma vida de prazeres, pensando que a morte é o fim. Dá também para viver uma vida punitiva, ajoelhando-se no milho uma vez por semana com medo de um Deus vingador. Mas (thanks God!) há um terceiro caminho que é viver a vida que foi planejada para você. Pode parecer assustador, mas uma vida conforme God’s will é o jeito mais sensato de encontrar a plenitude e felicidade. Eu poderia escrever um livro somente com exemplos de como vi isso  acontecendo comigo.

“Eu vim para que tenham vida e a tenham plenamente” João, 10:10

Se você quer saber mais sobre isso, aqui existem vários podcasts do Matt Simmonds falando a este respeito. O que menciono acima é o de 19/05/18. Além de serem lindos é um ótimo jeito de treinar seu inglês.

Se você ainda ficou na dúvida sobre qual é o seu estilo de felicidade, neste site existem alguns testes para descobrir seus pontos fortes. Outra dica é imaginar seu dia ideal, pense num sábado perfeito. Ali estarão dicas se você é movido pelo tipo 1, 2 ou 3 de vida feliz.

Ainda que seja um desejo meio tolo, termino esperando que você encontre felicidade de todas as formas. Na gargalhada, no sorvete de baunilha, na música que cantarola sem perceber e no sorriso que dá aos outros sem esperar nada em troca.

E se um dia estiver triste, liga pra Jana. Ela tem a gargalhada mais irritantemente contagiante que eu conheço.

E aí? Gostou desse assunto e quer saber mais? Caso queira se aprofundar em temas como autoconhecimento, produtividade e formas diferentes de encarar a vida eu tenho uma sugestão para você: acesse agora mesmo o nosso curso “ A vida que eu pedi a Deus”, uma trilha comportamental que irá te ajudar a encontrar o caminho para o sucesso dos seus projetos.

Curso A Vida que eu Pedi a Deus