Roteiro Amsterdam, com (quase) tudo que há pra se ver

Qual o melhor roteiro para conhecer Amsterdam? Quais são as atrações imperdíveis para um roteiro de 2 dias? Sempre imaginei como seria morar numa cidade turística. Pois bem, agora eu sei. E uma das coisas legais dessa experiência é poder compartilhar com os amigos que visitam um pouco deste Roteiro Amsterdam com (quase) tudo o que descobrimos até agora.

Neste post estão todas as dicas para ajudar no planejamento dos viajantes que querem descobrir Amsterdam em poucos dias. Respira fundo e segue o barco (literalmente):

Sobre como se locomover em Amsterdam

Primeiramente vale dizer que Amsterdam é uma cidade relativamente pequena e que praticamente tudo é possível fazer caminhando. Pra mim esta é sempre a melhor pedida para se conhecer uma cidade. A medida em que vamos andando descobrimos restaurantes gostosos, lojas bacanas e fachadas incríveis que nos fazem querer passar mais tempo ali.

Há quem diga que pedalando se conhece a cidade da melhor forma, afinal, as bicicletas são aqui uma atração à parte. Mas sinceramente, não recomendo. O que eu recomendo, sim, é que você preste muita atenção ao atravessar as ciclovias, porque aqui o esquema é radical. Bicicleta é o meio de transporte principal e normalmente não é um lugar para turistar tranquilamente. Se você parar para cheirar as flores e tirar fotos no meio do seu passeio é bem possível que seja atropelado (no sentido literal ou figurado) por um holandês raivoso. Agora, se você anda de bike todos os dias e está mega acostumado com isso, então vai lá, dou a maior força 🙂

Outra coisa legal a comentar é que o sistema de transporte público de Amsterdam é excelente. Organizado, limpo, fácil de se encontrar. Você recorrerá ao Uber só se quiser mesmo dar uma relaxada. Não é preciso baixar nenhum app para se achar, o Google Maps resolve 100%. O sistema de transporte é todo integrado e com um bilhete válido por um determinado período (24 ou 48 horas por exemplo) você poderá andar à vontade utilizando os ônibus ou trans (de superfície). Os trens (que partem para as cidades próximas) também são facilmente acessados através da Central Station e aqui no site da GVB você encontrará todas as informações que precisa a respeito dos bilhetes e horários (use a versão em inglês). Dica: é possível comprar o bilhete diretamente dentro do tran, somente com cartão, não em dinheiro. Os cobradores podem ser um pouco rabugentos às vezes, não leve para o pessoal. Você precisa fazer o check-in e o check-out no leitor de cartão cada vez que entra e sai dos trens, trans ou ônibus, ok? Outro ponto positivo é que ir e vir do aeroporto de transporte público é mamão com açúcar. Dependendo da quantidade de dias vale a pena comprar o bilhete único para toda a viagem.

Outra forma gostosa de criar seu roteiro por Amsterdam é passeando de barco pelos canais (ou de pedalinho, isso mesmo, você leu certo, pedalinho). O mapa logo abaixo está separado por áreas e dentro delas, definitivamente é possível fazer tudo andando. Nos pins estão os sites das atrações e mais fotos. Então, pernas pra que te quero!

Sobre o que esperar deste guia

Aí está uma lista de vários lugares bacanas que curtimos visitar nos nossos passeios por aqui. Não é um roteiro fechado, mas mais um cardápio para escolha conforme o gosto do freguês. Pode parecer um pouco mais confuso à princípio que os tradicionais “roteiro de 2 dias por Amsterdam” mas acho bem mais interessante já que você pode pinçar no mapa só o que realmente quer ver.

Vale ressaltar que estamos sempre com as nossas crias, então os passeios são normalmente diurnos e “kids friendly” (nada de baladas e vida loka por aqui). Além disso não temos muito dinheiro para restaurantes bacanas (hahahah! que fase). Mas não desista deste post ainda, juro que têm várias coisas legais aí!

O mapa

Roteiro Amsterdam – Nas proximidades da Central Station (pins azuis)

Caminhando a partir da Central (de onde partem todos os trans, trens, etc) para o lado direito (pins azuis do mapa) está a OBA (biblioteca pública de Amsterdam), lugar com uma vista linda da cidade, além de um espaço gostoso para estar durante um tempo relax. A entrada é gratuita e dentro há um café (não mais no terraço como antigamente). A biblioteca tem um andar todo para as crianças com atividades muito legais.

Próximo a ela (e o caminho por si só é uma delícia) está o Nemo, um museu interativo para as crianças. Para os grandinhos o legal é ir ao terraço do Nemo, espaço aberto e free, com uma vibe gostosa no verão e uma vista linda. Maravilhoso para um sunset. O café e restaurante é muito bom, com preços justos. Outro lugar mega indicado para uma passada e uns bons drinks (no nosso caso uma Ginger Ale) é o Sky Lounge, muito bacana, simplesmente passe lá. Todos os amigos que seguiram a dica amaram 😉

Pra quem curte algo mais cultural, o Museu Marítimo é um passeio interessante. Eles tem uma réplica do navio East Indiaman, o Royal Barge e outras bacanisses.

É aqui nessa região também, em frente a Central, que saem vários passeios de barcos, mas aqui são os bem turísticos. Eu recomendaria fazer o passeio em barcos menores e abertos, onde a experiência será bem mais legal (imaginando um dia de tempo bom, claro).

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Vista do Sky Lounge

Roteiro Amsterdam – Nas proximidades da Museumplein (pins roxos)

A praça dos museus é uma das áreas mais legais e movimentadas da cidade. É onde estão as famosas letrinhas “I Amsterdam” com milhares de turistas pendurados por todos os lados. É também onde estão os principais museus, com destaque para o Rijksmuseum (onde está a coleção de Rembrandts, o café do museu é maravilhoso e não precisa ingresso), o Van Gogh Museum (é preciso comprar os ingressos pelo site antecipadamente), o Museu de Arte Moderna, Stedelijk e o Moco Museum, agora com uma exposição de Banksy. Nesta mesma praça está a Concertgebouw (concert hall).

A poucas quadras dali está o Vondelpark, queridinho da cidade (vamos dizer que seria o “Central Park” holandês). É um must-do, legal para passear com calma e fazer um picnic se o tempo ajudar. Lá está uma escultura de Picasso, um coreto, um teatro a céu aberto onde sempre rola um showzinho, jardim de rosas, café e parque para as crianças. É no parque também que fica nossa igreja aqui, a Liberty Church, linda, linda de morrer (os cultos são em inglês, domingos, as 10h30). A região próxima ao parque é também repleta de restaurantes e cafés gostosos. Deixei no mapa no Sardegna, um italiano para marcar a região, mas por ali estão vários outros bons.

Por estas bandas está também o Heineken Experience e o Hard Rock Café (que ainda não fomos), e a casa de panquecas De Carrousel (que já fomos mais do que deveríamos). Falando em comida, nesta área está também o FoodHallen, um espaço indoor com vários restaurantes no estilo food truck. É como se fosse um mercado de comidas, mas super alternativo, internacional, cheio de gente bonita e comida boa. O espaço tem ainda lojas, exposições, um cinema e aquele astral divertido de Amsterdam. Vale super a pena conhecer.

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Museumplein e Rijksmuseum

Roteiro Amsterdam – Pelo Jordaan (pins rosa escuro)

Esse é para mim o bairro mais lindo de Amsterdam. É cheio dos canais e prédios históricos. É normalmente aqui que o povo de esbalda em fotos com canais, barcos e flores. Não tenho muitas atrações listadas, mas é um lugar para caminhar, conhecer e comer coisas gostosas. Falando delas, é no Jordaan que fica a Winkel 43café que serve a melhor torta de maça desse mundo. É onde levamos para tomar um café os amigos visitantes e por isso torcemos tanto para o pessoal vir para Amsterdam. É deliciosa demais!

Neste bairro está também a Casa de Anne Frank (dá para fazer um tour específico sobre a história dela). Essa é uma das atrações mais disputadas da cidade (necessário comprar ingresso online com antecedência). Confesso que a princípio torcia o nariz, porque achava turistão demais (olha eu… mais turista impossível), mas vale muito a pena. A experiência é muito bem pensada, tudo mega organizado e é muito tocante, para dizer o mínimo. Não deixa de ser uma forma de conhecer a história da cidade. Só não recomendo ir com crianças (como eu fiz, simplesmente não rola) e infelizmente também não é possível visitar em cadeiras de roda. A casa tem várias escadas e a acessibilidade fica prejudicada.

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Canais de Amsterdam

Roteiro Amsterdam – Pela Muvuca (pins marrons)

Essa é a parte que menos gosto da cidade, ainda que tenha coisas legais. Às vezes tem tanta gente que a calçada parece um mar de cabeças e quando o sinal abre para os pedestres me sinto na estação do Tietê tentando achar meu ônibus na véspera de feriado. É definitivamente onde todos os turistas se encontram. Por ali (mas não só ali) estão as lojinhas que a mulherada curte (Zara, H&M, C&A, Primark, Hema, etc), e atrações estilo “fun” como Madame Tussauds e o Museu do Sexo, além de várias lojas de souvenirs.

Mas é também ali que fica o Palácio Real, o Dam,Oude Kerk (igreja e prédio mais antigo de Amsterdam), o Amsterdam Museum (maravilhoso, o café é aberto ao público, na área externa do museu e é um alívio para descansar uns minutos fugindo do agito durante sua caminhada pelo centro) e a Casa de Rembrandt. Por ali está um dos cinemas mais lindos da Holanda, o Teatro Tuschinski, pode parecer algo meio inusitado, mas eu e o Giu curtimos fazer isso em viagens quando temos um pouco mais de tempo. É um jeito de recordar do lugar lembrando de um filme bacana que estava em cartaz na época. Se optar por esse, garanta que o filme que você escolheu será exibido no salão principal.

Próximo da estação Spui está um dos tesouros escondidos da cidade, Beginhof. Lá está você caminhando entre vitrines, restaurantes e bicicletas quando vê um punhado de gente entrando por uma portinha no meio da cidade. Ao passar por ela você encontra um jardim secreto, um oásis, numa vila de casas históricas onde vivem as beguinas, mulheres religiosas que até hoje vivem neste lugar. Veja no link um pouco mais sobre a história delas e deste lugar, é demais!

Para quem gosta de livros, nesta quadra estão opções de livrarias e bancas de revistas de se perder. Eu posso passar horas olhando as revistas daqui e não me canso. Tem coisas que parece que eu só poderia encontrar em Amsterdam. Fico encantada com as fotografias, ilustrações, guias, recortes (produção gráfica animal) e os temas mais diversos. Confira por ali a tradicional WaterstonesThe American Book Center e se deixe perder por um tempo nas opções da Athenaeum (não dê uma espiada só de fora, entre). Aos sábados há também uma feira de livros antigos em frente, na praça Spui, para quem gosta de garimpar.

Nessa região central está também o Red Light District. Sinceramente, acho um lugar meio deprimente. Mas, se você quiser dar uma olhada para conhecer este “lado” da cidade, não deixa de ser turismo também, né?

Roteiro Amsterdam – Nas proximidades do Oosterpark (pins verdes)

Eu adoro essa região. É totalmente livre de turistas (nada contra hahaha) e linda! Tem o Oosterpark, que nós adoramos (alternativa mais relax em comparação ao Vondel), o Tropenmuseum (lindo, provocante, atual, vale a pena), o Artis (zoológico da cidade), além de várias ruas tranquilas cheias de lojinhas e cafés legais.

Outra vista da cidade – Ferry Buiksloterweg (pins amarelos)

Um passeio que quase ninguém faz (mas que sem dúvida vale a pena) é atravessar de ferry (gratuito) para o norte e ver seu skyline de outra perspectiva. Do “lado de lá” se vê uma Amsterdam mais moderna, diferente da vista antiga das pontes e canais. É lá que está outro painel “I Amsterdam” bem menos concorrido para as fotos, o Eye Film Museum, o Adam Look Out (observatório com um balancinho muito louco – marque seu horário antes no site) e o This is Holland, uma atração mais turistona mesmo, com um simulador de voo tipo o Soarin’ do Epcot.

Mesmo sendo menos tradicional, é um passeio super recomendado mesmo que só para um cafézinho diferentão. Para chegar lá basta pegar o ferry nos fundos da Central Station. Não é preciso comprar bilhete, só chegar e entrar.

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Amsterdam Alternativa – Ferry NDSM (pins laranjas)

Pra conhecer uma Amsterdam mais alternativa, pegue o ferry NDSM (ao lado do acima) e visite essa área industrial onde está o Painel da Anne Frank feito pelo Cobra. O espaço é cheio de restaurantes (neste site está uma lista completa) e o maior mercado de pulgas da Europa – consulte neste link os horários e dias de funcionamento, é preciso pagar 5 euros para entrar 🙁

É aqui também que fica o Faralda, hotel guindaste, que tem uma balada no último andar.

Cidades próximas – Utrecht, Zandaan e Haarlem

Quem tem um pouquinho mais de tempo para esbanjar não pode deixar de visitar uma dessas cidades. Todas estão a uma distância muito curta do centro de Amsterdam e são facilmente acessadas de tren (intercity) a partir da Central Station. De toda forma, reserve um dia inteiro para o passeio porque são lugares para explorar com calma.

Utrecht e Haarlem são uma fofura, medievais, lindas! Miniaturas de Amsterdam, com tudo de bom que tem aqui, sem a muvuca e a enchurrada de turistas. No mapa estão os pontos centrais, mas são só um ponto de partida, porque elas mereceriam um post à parte. Espere aqui restaurantes deliciosos, lojas trend, passeios de barco e pedal pelos canais e chocolates maravilhosos. No caso de Utrecht considere visitar também o Kastel de Haar, um dos castelos mais lindos da Holanda (é possível chegar lá de ônibus, mas é mais recomendado se você estiver de carro).

É em Zandaam que está o museu de moinhos a céu aberto, o Zaanse Schans. Não acho que seja algo imperdível, mas dá para incluir no roteiro se houver um espacinho. Saindo da estação central de Zandaam está um centrinho comercial mega fofo, com todas as marcas populares por aqui, numa versão bem mais sossegada. Ali também está o hotel Inntel, cartão postal da cidade.

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O que ficou de fora

Algumas atrações que valem citar são: o Amsterdam Bos (parque mais distante, para uma pedalada mais potente ou um festival – ver no site calendário de eventos); o Ziggo Dome (casa de shows, toda semana tem coisas incríveis, vale conferir – compre aqui ingressos de última hora) e o nosso querido bairro, Ijburg.

Somos suspeitos para falar, porque adoramos aqui. Ijburg tem uma vibe de praia, tranquila e relax. É uma ilha artificial, mais moderna (sem a cara tradicional de Amsterdam), mas ainda assim charmosa. Num dia de tempo bom dá pra ver as crianças nadando nos canais, os barcos indo e vindo da marina e os holandeses pedalando para cima e pra baixo com seus muitos filhos na bike.

E as flores? Holanda sem tulipas soa estranho, não é mesmo? O mercado de flores (Bloemenmarkt) é meio decepcionante, na verdade é um mercado de bulbos e souvenirs sem graça. Pra ver o que deixa a gente de boca aberta mesmo, infelizmente é preciso vir na época certa, e aqui neste post mostro certinho quando e onde.

Por fim, mas não menos importante, dependendo do número de atrações escolhidas quem sabe valha a pena fazer um Amsterdam City Card (neste site estão todas as atrações cobertas e preços) e se quiser comprar uns snaks para comer enquanto turista por aí é só entrar em qualquer Albert Heijn quer ver pela frente (e você vai vê-lo em todos os lugares, mais holandês impossível). Ali e na Hema, inclusive, você encontra os famosos Stroble Waffles em latinhas legais para levar de lembrança para parentada.

Bom, é isso! Este é um daqueles posts enooormes, e que vamos atualizando sempre à medida em que formos conhecendo os lugares. E você? Conhece algum lugar imperdível por aqui? Deixe sua dica nos comentários e vamos aumentando essa lista só com coisa boa 😉

Van Gogh Museum, Amsterdam

Quer ver mais sobre roteiros por Amsterdam e pela Europa? Clica aqui e dá uma olhada 🙂

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